Sem querer.

Medo de está sendo mal agradecida, boicotando tudo e sendo ingrata com o destinho cor de rosa que me caiu no colo de presente. Medo do escuro que teima em vir quando fico em silêncio dentro de mim, montanha russa de sentimentos densos e difíceis de decifrar, frustrações que meu rosto entrega sem querer. Eu grito em silêncio atrás de um socorro que não sei se quero.

Nunca fui complicada e não desejo ser, me apetece o simples e a conversa franca, mas quando converso comigo mesma é quase sempre uma queda, uma costura sem anestesia. O diálogo mais sincero que tenho na vida, não existe amenidades, é verdade no sentido mais pleno, acredito que por isso doa tanto, lateja e revira o que está queto.

Não sou mais criança e devo encarar, mas sempre fico mole, quero fugir, largar tudo ...

Mas não fujo de mim, nunca fujo de mim.


Rita.


Comentários

Postagens mais visitadas